Manancial
Adoração e perdão
O Senhor Jesus, no célebre Sermão do Monte, traz advertências solenes sobre temas fundamentais da nossa fé. Ele nos adverte que, ao praticar um ato de adoração, como “ao trazeres ao altar a tua oferta” (v.23), devemos estar com as relações horizontais da vida bem resolvidas. A adoração ao Senhor está ligada ao perdão que oferecemos ao próximo.
O comando divino é de interrompermos o ato de oferta, procurarmos o irmão em perspectiva de reconciliação e, em seguida, concluir a entrega. Essa lógica deve ser aplicada aos atos de adoração da vida. Para os seguidores de Jesus, perdoar não é uma opção, mas uma obrigação. Perdão não é sentimento, é decisão. Não é esquecer, é lembrar sem dor.
O perdão desobstrui o canal da adoração e estabelece vínculos de restauração capazes de preencher o vazio da alma. A lógica do perdão é: ele vem do alto, de forma vertical, e nós repartimos na horizontalidade das nossas relações. O crente está comprometido em uma existência baseada na piedade e no perdão.
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